Desmistificando o Cartão-Postal: O Cristo Redentor Foi um Presente da França?

Desmistificando o Cartão-Postal: O Cristo Redentor Foi um Presente da França?

Há um mito popular de que o Cristo Redentor foi um presente francês, mas a verdade é que foi inteiramente financiado por cidadãos brasileiros.

Sempre que a conversa sobre os grandes monumentos mundiais surge, há um mito muito popular que insiste em ser repetido: a ideia de que o Cristo Redentor foi um presente do governo francês ao Brasil, à semelhança do que aconteceu com a Estátua da Liberdade nos Estados Unidos. Mas a verdade é bem diferente e muito mais local!

O monumento símbolo do Brasil foi inteiramente financiado por doações de cidadãos brasileiros. Na década de 1920, a Igreja Católica liderou uma imensa e bem-sucedida campanha de arrecadação de fundos a nível nacional, o chamado "Cruzeiro do Monumento", que reuniu as contribuições de milhares de pessoas para erguer a estátua no topo do Corcovado.

A confusão internacional tem, no entanto, uma explicação. Embora a genialidade do projeto arquitetónico e de engenharia seja do brasileiro Heitor da Silva Costa, a estátua foi efetivamente esculpida em França pelo renomado escultor franco-polaco Paul Landowski. As mãos e a cabeça de gesso foram feitas em Paris e, posteriormente, enviadas de navio para o Brasil, onde o monumento de cimento armado e pedra-sabão foi finalmente montado.

Dica Cariocando: Quando visitar o Cristo Redentor, repare no revestimento exterior. Ele é coberto por milhões de pequenos triângulos de pedra-sabão, colados à mão por dezenas de mulheres cariocas da época. É uma verdadeira obra de arte artesanal a 700 metros de altitude!

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